terça-feira, maio 26, 2015

O padrão de beleza imposto pela mídia

 Temos vivido a era dos direitos humanos, mas por desconhecer o poder de influência que a mídia, através dos meios de comunicação, exerce em nossas vidas, em como penetra em nossa mente, não percebemos que nossos direitos jamais foram tão violados como nos dias de hoje. Temos visto um verdadeiro massacre humano, de mulheres, adolescentes se matando para atingir um inatingível padrão de beleza imposto pela mídia. Em uma sociedade democrática, as mulheres tornaram-se escravas da indústria da beleza, tão difundida pelos meios de comunicação, os quais tem dilacerado a nossa juventude, pessoas que estão perdendo o prazer de viver, tornando-se solitárias, por estarem inconformadas com sua forma física, controlam alimentos que ingerem, para não engordar; esta escravidão assassina a autoestima, produz uma guerra contra o espelho e gera uma auto rejeição terrível.
 Diante disso, procuramos mostrar através de pesquisas, o que estas influências tem feito com nossa juventude, sendo estes os motivos que levaram o rumo desta pesquisa, a não conformação com esta situação, este massacre, de pessoas se matando para estarem como os meios de comunicação difundem que tem que ser para se dar bem na vida. O que leva uma pessoa a se destruir dessa forma? A perder o prazer de viver? Tudo isso para atingir um padrão de beleza? Estas indagações não nos deixa calar diante dessa fábrica de pessoas doentes e frustradas que tem sido nossa sociedade.
Padrão de beleza e sociedade
 Ao longo dos anos e mais precisamente depois da Segunda Guerra Mundial, a mulher vem adquirindo direitos e mudando sua forma de atuação na sociedade. Elas estão se especializando, através de estudos e qualificações profissionais, promovendo, assim, um melhor planejamento familiar e conquistando maior respeito e admiração, pois estão conquistando uma posição atuante e fora de casa.
 Hoje, podemos ver mulheres independentes, confiantes e distribuindo confiança, temos no Brasil uma mulher no comando do país, Dilma Rousseff, entre tantos outros exemplos de mulheres no comando de empresas, na chefia de cargos públicos, entre outros.
 O conceito de mulher, dona de casa, mãe e esposa, mudou. As mulheres ainda são mães, esposas e dona de seu lar, porém, junto a tudo isso, estão no mercado de trabalho atuando de forma efetiva diversas funções. As conquistas são constantes, e as quebras de tabus são diárias, em meio a esta avalanche cultural que temos vivido.
 Descarte, em meio a todas essas conquistas, temos vistos, também um verdadeiro massacre humano, onde pessoas, principalmente mulheres, dilaceraram seu prazer de viver e sua liberdade para atingir o inatingível padrão de beleza, pregado pelas mídias em nossas vidas.
 As cobranças que as mulheres tem feito a si mesma para atingir o padrão de beleza imposto pela mídia, tem lhes prejudicado em todos os sentidos, tanto psicológicos, como em seu corpo. A sociedade exige uma dupla ou tripla jornada de trabalho (cuidar da casa, do marido, das crianças, do emprego, do curso de especialização, do cabelo da estética, entre outros). Diante de tudo isso vem o stress, a não aceitação de seu corpo, as dietas malucas, distúrbios alimentares e mais tarde doenças como bulimia e anorexia nervosa.
 Os meios de comunicações tem imposto um estereotipado padrão de beleza feminina, os comerciais, desfiles, novelas, propagandas tem mostrado que para ser aceito na sociedade deve ser magra, vestir manequim 36. Nas capas das revistas vemos belos corpos de modelos magérrimas, a pura perfeição. Diante disso vem a cobrança de ser assim, para se sentir bonita e atraente, sexy, bem vista e aceita pela sociedade, assim como afirma Bohm:
“O padrão estético de beleza atual, perseguido pelas mulheres, é representado imageticamente pelas modelos esquálidas das passarelas e páginas de revistas segmentadas, por vezes longe de representar saúde, mas que sugerem satisfação e realização pessoal e, principalmente, aludem à eterna juventude” (BOHM, 2004, p.19).
 As mulheres, que ao longo dos anos vêm lutando por sua liberdade de expressão, independência financeira e direito de voto, consideradas por muitos anos como o sexo forte, mostram-se hoje como o sexo frágil e escravas do padrão de beleza imposto pela mídia.
Indústria da beleza
 O discurso da mídia decorre de uma pluralidade de produtos e avanços tecnológicos a fim de aprimorar a estética e forma física. Vemos todos os dias surgirem novos produtos de emagrecimento, são pílulas, sucos, comidas diet, light e zero, parelhos de ginásticas, academias com uma imensidão de aparelhos, vídeos com séries de exercícios pra se fazer em casa e perder medidas, revistas especializadas em perda de peso em tantos dias, cosméticos, cirurgias plásticas, redução de estômago.
 O país pode está na maior crise financeira de todos os tempos, mas a indústria da moda não para de crescer. Para todos os lugares que se olha, se ver a influencia ao culto de um corpo perfeito, uma barriga saradinha, uma constante luta contra a balança, uma conta de calorias presente em cada refeição. Os meios de comunicação apresentam diariamente o glamour da glória e do sucesso, de pessoas magras e em forma se dando bem em tudo que fazem, sem sofrer nenhum tipo de preconceito, apenas bem e com intensa ascensão social.
Obsessão pela forma física e os transtornos
 A perda de peso já se tornou o objetivo da maioria das mulheres e a indústria da beleza mostra que é algo possível de se alcançar, basta ter vontade, pois todos os dias surgem novas formas, tecnologia que permitem uma rápida e satisfatória perda de peso. A mídia, em sua forma escrita e televisiva, prega o poder, honra, beleza, mobilidade social, através das modelos, top moldes, e as mulheres em especial da faixa adolescente, sentem a necessidade de estarem com o corpo de modelo. Recorrem constantemente a indústria da beleza para satisfazer esta necessidade que a mídia mostra que ela teve ter. O ideal de corpo perfeito. Mas assim como diz Cury em seu livro, a ditadura da beleza e a revolução das mulheres, que gostaria que as pessoas descobrissem a beleza única que cada uma tem e não procurasse ser igual a ninguém:
“Aprenda diariamente a ter um caso de amor com a pessoa bela que você é, desenvolva um romance com a sua própria história. Não se compare a ninguém, pois cada um de nós é um personagem único no teatro da vida” (CURY, 2005, p.1).
 Em contraste a essa ideia, temos os meios de comunicações, como, por exemplo, blogs, sites de relacionamentos, incentivando as pessoas a serem iguais as modelos, se sacrificarem para ficar magra, encontramos termos como Ana e Mia, para designar as doenças, anorexia e bulimia, respectivamente. Onde muitas adolescentes se identificam e aprendem a como perder peso, como passar horas sem se alimentar, a como controlar a ansiedade. Estes blogs tem influenciado meninas de todo o mundo, ensinando com ser uma pessoa anoréxica e em como enganar os pais, para que não percebam de imediato o que elas estão fazendo consigo mesmas, se matando, desistindo da vida para atingir o inatingível padrão de beleza.
 As pessoas que tem estes transtornos alimentares, costumam enfrentar uma guerra todos os dias com o espelho, todas as vezes que se olham no espelho, se veem gordas, deformadas, não gostam do que ver em sua frente, nunca conseguem se sentir bem consigo mesma. Isso acontece muitas vezes com pessoas que já estão abaixo do peso considerado saudável. O pior de tudo isso é que temos visto milhares de pessoa sofrendo dilaceradas pelo mal que tem assolado famílias ricas e pobres, muitas meninas morrendo de fome tendo de tudo em casa para comer, parece utopia, mas é realidade de muitas pessoas, é um imenso contraste, enquanto a indústria de alimentos vendem gorduras exuberantes, a indústria da beleza luta com regimes e defende o uso de alimentos de baixo valor calórico ou nenhuma caloria.
 O resultado é uma paulatina deterioração física e mental, que começa com sintomas leves, como tonturas, tremedeiras, fraquezas, gastrites, variações de humor, complicações cardiovasculares e renais, podendo levar a morte.
 Diante disso, é uma missão impossível compreender o que leva uma pessoa a fazer isso consigo mesma, desistir de lutar pela vida, querer muitas vezes a morte, do que ter uns quilos a mais. A maior indignação e por que não dizer revolta que nos dar, é que todo esse sofrimento poderia ser evitado se as pessoas acreditassem na sua beleza genuína e singular, que não quisessem ser iguais as modelos dos desfiles e comerciais.
Indústria do consumo
 O século 19 foi o século das maiores conquistas que as mulheres tiveram ao longo de sua história; a luta pelo direito de votar, opinar, igualdade de trabalho, frequentar universidades. A sociedade abriu espaço para as mulheres serem livres, mas no século 20, vimos que a indústria do consumo, que tanto ajudamos a construir, tem feito as mulheres escravas de um padrão inatingível de beleza.
 A indústria do consumo tem o objetivo de vender seus produtos, sejam eles: Cigarros, carros, cervejas, roupas, calçados, ou até mesmo comidas, com o corpo da mulher. Hoje o corpo feminino vende tudo, mas esta imagem de corpo perfeito, esta espetacularização da moda, tem trazido consequências drásticas à nossa sociedade, milhares de pessoas insatisfeitas consigo mesmas e seus corpos em frente ao espelho só lhes mostra defeitos, as pessoas não enxergam mais sua beleza interior, existe sim um vazio enorme em seu interior, pois querem ser o que não são, querem ser como as modelos das capas de revistas e comerciais.
 Estes efeitos causados pela indústria do consumo, na sociedade, só lhes trás mais crescimento e sucesso, por que pessoas insatisfeitas correm às lojas para comprarem objetos afim de satisfazerem seus desejos, acabar com a ansiedade, aumentar sua auto estima. Mas esses prazeres são passageiros, pois logo após alguns segundos, já querem outro produto, pois o que comprara a pouco tempo já se tornou obsoleto, tudo isso devido a vida líquida em que vivemos nessa sociedade moderna, onde nada se firma, não dar tempo as coisas tomarem forma, os avanços são constantes, as modas passageiras, a cada minuto surge uma nova tecnologia. Assim como nos diz Cury: “Estamos mais ricos financeiramente hoje, mais muito mais miseráveis e infelizes interiormente” (CURY, 2005, p. 39). A indústria do consumo tem o objetivo de promover inconscientemente a insatisfação e não a satisfação, como muitas pessoas pensam e se deixam influenciar. Pessoas satisfeitas, bem humoradas, com auto estima não precisam da paranoia de viver comprando desenfreadamente, ou viver correndo atrás das coisas que estão na moda, a qual muda todo dia, trazendo assim um desgaste constante, viver trocando carro, celular, roupas, calçados; Pessoas bem resolvidas consomem mais ideias do que estética. A cada dia as pessoas estão sendo vistas por essa indústria de consumo, como mais um número de cartão de crédito, mais um comprador em potencial, e não como uma pessoa que deve ser valorizada por sua inteligência, capacidades e beleza interior.
 Não importa o que as indústrias da moda, da beleza, do consumo e os meios de comunicações nos impõem, ou os produtos que colocam no mercado, prometendo milagres da beleza, do rejuvenescimento, dizendo que isso fará ser bem aceito na sociedade e ter ascensão social, não adianta está se matando para atingir o inatingível, pois cada pessoa tem uma beleza única, e deve serem aceitas como são, se cuidar e ser vaidosa faz parte da natureza de cada mulher, mas não chegar ao ponto de se deixar escravizar por isso. O envelhecer é nosso destino, viver feliz e com dignidade deve ser nossa meta.
Considerações finais
 Pretendeu-se neste trabalho, proporcionar de forma sintética, mas objetiva, uma familiarização com as influencias e consequências que o padrão de beleza impõe em nossa sociedade. Para satisfazer este objetivo, optou-se por uma descrição sequencial dos componentes típicos de um documento desta natureza. O resultado obtido satisfaz os requisitos de objetividade e a pequena dimensão que pretendia atingir, que era mostrar como a sociedade paga caro por ceder as influências dos meios de comunicações através da indústria da beleza. Ele também constituirá um auxílio útil, para o leitor que pretenda reagir às influencias e padrões que a mídia impõe em nossos jovens em especial. Faz-se notar, todavia, que a complexidade e abrangência dos assuntos crescem e constroem-se dia-a-dia, através das experiências e da cultura.
Referências bibliográficas
BOHM, Camila Camacho. Um peso, uma medida. O padrão de beleza feminina apresentado por três revistas brasileiras. São Paulo: Uniban, 2004. 100p.
CURY, Augusto Jorge. A ditadura da beleza e a revolução das mulheres. Rio de Janeiro: Sextante, 2005. 120p.
*Retirado de 'Observatório da Imprensa'.

Por: Nayanne Nascimento

terça-feira, maio 19, 2015

JUNTOS SOMOS A MARÉ VIVA


"O horizonte é infinito e há muitas maneiras de se viver a vida."

 Há gritos, vozes e sussurros que são ignorados. Todos os dias pessoas tiram suas vidas, seja por sofrerem preconceito, seja por se sentirem insignificantes. Tem algo muito errado nisso tudo! A vida só deve acabar quando estiveres no fim da velhice e simplesmente não acordar no outro dia. E não com os pulsos ou pescoço cortados, entre outras milhões de formas práticas e difíceis que existem para almas desoladas encontrarem a redenção. O ponto principal desse ato não é o olhar com que o suicida enxerga a vida e nem as pessoas ao seu redor, na maioria dos casos de suicídio, eles desejam até o último suspiro afogado em lágrimas que alguém ouça seus gritos abafados e o socorro, independentemente de quem seja esse alguém. 
 Esse tipo de morte já ocorre há muito tempo, e não é um acontecimento exclusivo de adolescentes "emos" que se cortam. Na época em que eu tinha a faixa etária entre doze e quinze anos, o meu rótulo era "emo" ou suicida, seja no colégio ou na família. E, atualmente, quem se corta e posta as fotos em tumblr ou blog, é taxado como ridículo que quer chamar a atenção, e são falas como essa e outras parecidas que ajudam a pessoa de mente já confusa a escolher a decisão errada de por um ponto final no sofrimento. 
 Existem já protestos grandes, antigos e novos, em que diversas vozes se unem e tentam gritar para o mundo ouvir, seja com música, poemas, textos, e publicidade. O exemplo seria alguns artistas do rock brasileiro, que já tentou e tenta ainda fazer com que as pessoas se conscientizem de que são únicas cada um de sua maneira, que não deve prestar atenção a coisas negativas que outros humanos usam para te rebaixar. E nós temos que fazer com que essa voz se torne mais alta e vire consigo uma maré de pessoas inundando o mundo com sonhos a serem realizados no momento em que são idealizados em mente!
 "Se cada golpe que levei fosse uma flor em seu jardim, você iria se perder nele a procurar por mim. E eu respiro, cada molécula do ar, eu sinto que vai acabar. Quando estiver longe demais, buscando um pouco mais de paz. Palavras não têm mais poder, não lute contra você mesmo, você vai ser o único a perder. É o que se ganha por viver, quando se tenta ser feliz. A tatuagem vai doer, mas vai cobrir a cicatriz... Da minha alma. E aqueles que pisam nos teus sonhos, que aproveitem a sensação, o teu triunfo é momentâneo, mas o vazio na alma, não. Palavras não têm mais poder, não lute contra você mesmo, você vai ser o único a perder. Eu canto a gerra jamais declarada, pois o meu sangue hoje ferve em minhas veias." - Fresno.



Por: Nayanne Nascimento

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 Hoje em dia os blogs estão cada vez mais presentes na nossa vida, já existem milhares de blogueiros pela internet. E muitos deles tem uma enorme influência sobre seus leitores, e usavam isto para entrar em eventos, divulgar produtos de diferentes marcas... E em pouca das vezes podíamos ver um blogueiro já conhecido falando sobre alguma causa que ele defende. Mas hoje já podemos ver que grande parte desses ''bloggers'' tem tentado usar as ferramentas que tem para defender algo que acredita. Temos, por exemplo, os vloggers Chico Rezende e Kefera que estão constantemente fazendo campanhas para que as pessoas adotem animais ao invés de compra-los, temos também o blog Acidez Feminina que está sempre defendendo os direitos das mulheres. 
 Mas hoje viemos mostrar a história da Ixi Girl que é a blogueira e jornalista Erika Gentilli. Ela nunca escondeu para seus leitores a dificuldade que teve em sua vida em relação aos padrões de beleza, tanto é que quando as pessoas a chamam de It Girl, ela diz que não gosta de ser rotulada por isso se intitula Ixi Girl, pois em várias regiões brasileiras a expressão ''ixi'' significa surpresa. 
Confira a baixo um trecho do post de Erika contando sua trajetória:
FASE 1 – “MINI-PRECONCEITOS”: Quando eu era pequena, na escola, eu era zoada por ser muito branca, muito mesmo – anos depois fui zoada por ter um pai negro e possivelmente ser adotada. Cresci um pouco e fiquei potencialmente esquisita:cabelo igual de crente, abaixo da cintura, despontado, só porque minha professora Dorotir tinha e eu gostava – na época estudava em colégio católico e as freiras vivam perguntando se eu era de uma igreja evangélica, o que eu não era, mas não evitava o rótulo. Em uma educação física, eu tinha uns 9 anos e tiramos todas a camiseta pra trocar por regata e todas riram em coro de mim um sonoro “hahaha”. A princípio não entendi, mas é que eu tinha peitos. Todas retas e eu tinha peitos – até ali eu achava que todas tinham ou que não tinha problema, até me confrontar com o deboche. Eram mini-peitos, mas o suficiente pra me julgarem por muito tempo e promover um auto-julgamento mental. Fiquei séculos sem me trocar na frente de ninguém. 
FASE 2- “GÊNERO”: Certa vez eu tinha ainda um cabelão e meu pai disse que me levaria pra dar uma volta. Mas me levou em um japonês pra cortar o cabelo, cortou todo, joãozinho, e deixou um rabinho, tipo mullets. Eu nem estava “em sociedade” ainda, morava no sitio, com as galinhas e porcos, mas aquilo doeu. Mexer na aparência e em algo que tão cedo aprendemos a cultivar, tipo o cabelo, dói em uma menina (no meu caso porque eu amava fazer trança). Eu lembro de pessoas perguntando se eu era um menino, mesmo eu me vestindo de rosa. Mas meus pais eram meio cool. Na minha festa de um ano eu me vesti de menino em duas trocas de roupa (xadrez e jeans e conjunto de terninho branco) e uma vez só de menina, na hora do parabéns. Essa coisa de preconceito e gênero nunca me foi ensinada. Dá pra ver que eles não ligavam pra me diferenciar mesmo, super hippies, haha.  
FASE 3- “GOSTOSA CDF”: Quando mudei de escola, eu era bem magra, mas começava a crescer um corpo e ter espinhas. Um mancebo disse “seria perfeita se fizesse uma limpeza de pele”. Eu era nerd, na verdade esforçada na escola. Passava o dia lá. Eu não fugia de nada, só queria aprender mesmo, o máximo possível – sempre fui fascinada por experiências. E então comecei a levar o rótulo de “CDF”(vocês sabem o que significa). Isso era um peso, mas atraía bastante gente interesseira e interessante. Meus mini-peitos ficaram enormes e logo o rótulo de CDF que atraía atenções dobrou com o atributo físico, somado a outros que começavam a despontar. Pra uma garota cujo foco era outro, era um peso dobrado carregar o fardo de ser “gostosa”. Muitos pensariam que a história começaria a melhorar já que “fiquei bonita”, mas eu me sentia invadida. Eu não era só um corpo, nunca fui. E nunca tive autoestima alta, sério. Então não acreditei nisso, talvez meu maior erro, me desvalorizar – se você já fez isso, eu sei como é. Eu me sentia usada, desde ser boazinha e não saber dizer não pra colocar nome em trabalhos de quem não fez nada, até ser vista como objeto – estava insustentável em minha mente inquieta. A popularidade seja por ser zoada ou desejada começou a ganhar vez (e nem tínhamos internet!) e eu lutando pra ser lembrada pelo conhecimento e boas obras. Mas acho que meu melhor atributo sempre foi a simpatia e o respeito com os outros e isso atraiu as pessoas certas, e com o tempo espantou as erradas. Aliás, que importância isso tem pra uma sociedade de aparências mesmo?   
FASE 4 – “IDENTIDADE”: Fui namorar, comecei a mudar a roupa depois de uma curta temporada de vestido curto de balada, pois agora era uma “senhora de respeito”, sempre fui, mas as vestes novas parecem obrigatórias quando namoramos um “roubador de personalidade”. Então eu comecei a me perder em minha identidade, embarcando na vontade alheia. Eu então comecei a ir na igreja evangélica, mas eu era inadequada pro ambiente. Brincos do tipo “jade”, gigantes e maquiagem forte que uso desde cinco anos de idade, ou antes. Comecei a desmanchar minha imagem pra me adaptar. Fiquei mais simples por fora, embora por dentro tivesse a mesma essência. O ambiente transforma a gente, a fé também, muita coisa melhorou, mas fiz muito pelos outros. Então me percebi “inadequada” para o mundo velho que vivia, e passei a ser julgada por mudar minhas vestes e o jeito, eu não era mais “normal”. Comecei a reparar no que eu queria. Mas quem está satisfeito mesmo? E a quem devo me reportar? Aqui virei humorista de mim.   
FASE 5 – “VOCÊ ERA TÃO BONITA – Eu tenho só 28 anos e aí há uns 2 anos perdi o cabelo e engordei quase 30kg depois de um tumor cerebral, perdi as curvas, tô redonda, uma curva só! Haha. Pronto! Desconstruída. Mas quem se importa com o que passei mesmo? Melhor sentar no sofá e “gonna hate”. Isso ficou mais evidente quando contei que tinha uma doença rara. As pessoas têm dó, nojinho, compaixão e algumas oram pela gente e gostam: prefiro olhar pelo positivo. Tenho blog há quase 15 anos com assuntos aleatórios, até que isso ficou mais sério há uns anos. E blog de moda ou lifestyle denota um padrão. Padrão que perdi apesar de já ter tido: eu era exatamente o que as pessoas podiam esperar de mim – magra, loira, sem defeitos muito aparentes. E agora? Será que vale a pena erguer uma bandeira sem padrões? Eu acho que vale erguer uma “apesar dos padrões”, pois eles sempre vão existir, mas nossa essência também. Eu sempre ergui essa bandeira, meus professores podem confirmar isso desde a infância, do meu jeito eu sempre fui ativa na denúncia de injustiças e na defesa do amor, sempre fui amiga de quem era desprezado, pois consigo amar pessoas absolutamente diferentes de mim. Mas agora ganhei mais força pra promover essa ideia, e não vou desperdiçar.   
ENFIM… Não adiantou eu ser magra ou gorda, gostosa ou com mini-peitos, inteligente ou fútil, evangélica ou hippie, também não importa se eu tava em momento solteira ou namorando, careca ou cabeluda. Minha vida de extremos é como a sua: somos julgados pelas atitudes, mas principalmente por coisas superficiais que não podemos mudar. A patrulha do certo e errado está irritando! Se como hambúrguer e posto, recebi um comentário “você deveria fazer uma dieta”, se posto frango com batata doce e açúcar mascavo eu “tô fitness”, se eu posto uma foto viajando eu “tô ostentando”, se eu posto de biquíni estou “vadiando”, se não posto nada “tô antisocial”, se comento tudo sou “stalker”, se vivo tô incomodando. Se posto meu gueto sou “blogueira pobre” e se posto meu namorado (novo, não aquele, haha) há quem o fique provocando. Poxa, nunca seremos o que as pessoas esperam de nós. Mas vamos tentar ser o que esperamos. Já disse que a internet não criou nenhum monstro, mas o alimentou. E eles não se olham no espelho. Muito menos se avaliam por dentro. Aparência pode ser que busquem, mas não ligam para as coisas eternas. Ficou fácil julgar. 


Por: Darah Gomes 

Toda beleza é perfeita!

 CAMPANHA DE GRIFE PLUS SIZE REBATE VICTORIA'S SECRET, com o objetivo de mostrar que todo e qualquer tipo de corpo pode ser "o corpo perfeito".


 Ashley Graham, Candice Huffine, Marquita Pring, Victoria Lee, Elly Mayday e Justine Legault são as modelos plus size que ilustram a campanha "I'm No Angel", da fabricante norte-americana Lane Bryant, que tem como foco lingeries para tamanhos plus size. O objetivo das peças publicitárias, que trazem modelos fotografadas por Cass Bird em preto e branco, é promover a coleção de primavera da marca. Além disso, querem impulsionar o lema de que todas as mulheres podem ser sensuais, independentemente das tradições ou estereótipos de beleza impostos pela sociedade.
 De acordo com Linda Heasley, CEO e presidente da Lane Bryant, a campanha #ImNoAngel foi criada para incentivar as mulheres a se amarem por completo. O tema #ImNoAngel foi recebido pela imprensa internacional como uma provocação à marca Victoria's Secrets, que denomina suas modelos como "Angels". Ano passado, a empresa inclusive criou polêmica com a campanha da linha "Perfect Body" (corpo perfeito).
 'Estou muito animada porque esta é uma campanha de lingerie que tem mulheres que não são um tamanho "2" em outdoors, na televisão, na mídia impressa. As pessoas só precisam abrir os olhos para ver algo novo e animador, não só para nós, mulheres, mas para todos' - disse Victoria Lee, que também é modelo da campanha #ImNoAngel.




ASHLEY GRAHAM

ELLY MAYDAY

VICTORIA LEE

CANDICE HUFFINE

JUSTINE LEGAULT

MARQUITA PRING



Por: Indiany Anjos



segunda-feira, abril 27, 2015

Ações publicitárias á favor do fim dos padrões

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Apesar de grande parte das campanhas publicitárias estimularem os padrões de beleza, algumas marcas são famosas por suas campanhas em prol de acabar com o pensamento de ''corpo ideal e perfeito'' que a mídia corporativa mostra. 
Confira a baixo a seleção de cinco campanhas publicitárias que ficaram bastante conhecidas por ir contra os padrões.

DOVE (Escolha Bonita)A marca montou uma campanha em cinco países, onde colocaram uma porta escrito bonita ao lado de uma igual mas escrito comum e filmaram para ver por onde as mulheres escolhiam passar. Isso é uma ótima forma para vermos como estamos acostumados a acreditar que, se nós não estamos do jeito que grande parte da sociedade prega ser o ideal, nós não somos bons o suficiente. Uma mulher ainda diz que escolheu passar pela porta comum pelo que é constantemente bombardeado á ela e pelo o que os outros dizem, o que a faz pensar que deve aceitar ser considerada ”comum”.


DOVE (A pressão da beleza) - Nesta ação publicitária a DOVE traz no final a mensagem ''Fale com a sua filha, antes que a mídia fale''. A campanha propõe que os pais conversem com seus filhos desde pequenos sobre a importância de serem eles mesmos e não se preocupar com os padrões que a mídia prega ser o ideal.


CACIQUEJá esta marca de lingerie chamou algumas modelos com diferentes tipos de corpos para fazer uma campanha intitulada #ImNoAngel (#NãoSouUmAnjo), indo contra as campanha da Victoria Secret’s que tem modelos super magras e as intitulam de Angels, ou em português Anjos. Nesta campanha as modelos afirmam que são sexy, mas não são anjos, e dizem o quanto seria chato se todos fossem iguais.


Curvy Kate - Esta é outra marca de lingerie que também escolheu fazer sua campanha indo contra a Victoria Secret's. Recentemente a marca Victoria Secret's passou por uma grande polêmica ao divulgar uma campanha com foto de suas modelos super magras junto com a mensagem ''O corpo perfeito''. A Curvy Kate então fez uma campanha com modelos cheias de curvas as frases ''O corpo perfeito - Todos são bonitos''.



Marie Claire - A revista criou a campanha ''End body hate'' (Fim do ódio ao corpo), e uma das fotos da campanha trazia um bebê com a frase ''Ela é perfeita. Até que nós a ensinemos o contrário''. A ação publicitária mostra que as pessoas acham fofo quando os bebês tem características mais ''cheinhas'', mas quando eles crescem a sociedade quer que eles tenham características opostas á isso.


terça-feira, abril 07, 2015

Projeto "Antes e Depois"

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 CONTEÚDO DE: CLAUDIA

 Entrevista: Jornalista cria viral e conta como desafiou o conceito de beleza.

 PUBLICADO 15/08/2014 - POR ALESSANDRA CAMPOS



 Na foto da esquerda, a imagem não tratada de Esther. Na da direita, a imagem tratada na Indonésia.
 Foto: "Before and After"


 Empenhada em mostrar que o padrão de beleza não é o único e sim, varia de acordo com a cultura de cada país, a jornalista americana Esther Honig criou o projeto "Antes e Depois". "O Photoshop se tornou um símbolo dos padrões de beleza inalcançáveis da nossa sociedade", disse Esther com exclusividade ao site de CLAUDIA. A jornalista enviou um mesmo retrato seu (de cabelo preso e ombros à mostra) para usuários do programa de edição de imagem em mais de 25 países como Chile, Alemanha e Sri Lanka com a ideia de examinar como os padrões culturais variam em um nível global. Veja abaixo como surgiu o projeto e o que ela tem a dizer sobre o tema:

 Como surgiu o projeto?

 Quando descobri o Fiverr, um site internacional no qual você pode contratar pessoas de todo o mundo para executar qualquer tipo de arte digital. Ali, eles oferecem o serviço de freelancers especialistas em Photoshop, o que pareceu uma ótima oportunidade de conduzir um experimento sobre a variação do padrão de beleza no mundo.

 E porque fazer essa análise via Photoshop?

 Hoje, quase todos sabem que as imagens que vemos nas revistas e na televisão foram modificadas de algum modo para que aceitássemos essas alterações digitais naturalmente, como uma parte de nossa visão. Meu objetivo com o Antes e Depois era explorar o Photoshop em uma escala global e continuar um debate sobre as implicações do uso da tecnologia para esse fim.

 Quando você recebeu as suas fotos modificadas, o que veio à sua mente?

 Marrocos me mandou a imagem mais dinâmica. A escolha do criador de me cobrir com lenços na cabeça me mostrou uma moção de beleza relacionada a costumes de Estados Unidos (com o cabelo loiro e olhos verdes), em um primeiro momento, me assustou: foi manipulada tão radicalmente que senti como se estivesse olhando em um espelho, sem reconhecer meu rosto.

 Como os padrões de beleza influenciam as mulheres?

 Existem uma imensa pressão para cumprir os padrões de beleza estabelecidos pela nossa sociedade e perpetuados pela mídia. Sentir-se bonita ou não tem um reflexo direto na autoestima e, para mulheres, tem um efeito ainda maior do que as outras características (como a inteligência e a habilidade nos esportes). Por isso é tão comum que mulheres, e especialmente as mais jovens, entrem em uma obsessão por corresponder a um ideal através de dietas mirabolantes ou até cirurgias.

 As diferenças entre um padrão e outro são apenas culturais?

 De um ponto de vista antropológico, o que influencia no ideal de beleza é a classe, a raça e a condição de saúde. Esses três elementos variam de cultura, logo, imagino que seja por isso que o conceito mude tanto dependendo de onde você está. A globalização é um fator novo nessa conta: quanto maior, mais eurocêntrico o padrão. Justamente por isso temos visto alguns países caminhando em direção a um visual que inclui pele e olhos mais claros -- uma visão típica do mundo ocidental. A extensão dessa influência varia e tem tido um impacto diferente em cada lugar.

 O que faz cada país ter seu próprio modelo de beleza?

 No contexto do meu projeto, temos que entender que esses photoshoppers estão trabalhando de acordo com suas próprias influências culturais e estéticas. É este o porquê de imagens modificadas de formas tão drásticas e variadas.

 Em que ponto você acha que padrões de beleza se tornam prejudiciais?

 Na verdade, é a obsessão por um único padrão de beleza que se torna prejudicial. Quando tais conceitos são muito singulares, há menos espaço para a diversidade e poucos se sentem de acordo com as normas. Entretanto, quando diversificamos esse padrão e comparamos modelos de beleza inatingíveis em escala global, o conceito se torna neutro. Simplesmente não pode haver um ideal se todos têm aparências ideais diferentes.

 O que pode mudar essa obsessão pela perfeição?

 Como uma mulher jovem, acho importante poder desenvolver minha própria definição de beleza. Para começar, sugiro que ampliemos nossa perspectiva aprendendo mais sobre outras culturas e compreendendo que há decepção por trás das indústrias da moda e da beleza. Nós poderíamos gastar nossas vidas inteiras tentando alcançar os padrões inatingíveis apresentados a nós, mas isso nos tornaria infelizes e forçaria a renunciar aspectos mais prazerosos da vida.

 Com o que você está trabalhando no momento?

 Eu estou desenvolvendo uma segunda parte do Antes e Depois e trabalhando em reportagens de interesse humano no Centro-Oeste americano e exterior.



 Por: Indiany Anjos.'

terça-feira, março 31, 2015

Padrões de beleza fabricados pela mídia

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Lá se foi a época que as garotas mais cobiçadas eram as mais ‘cheinhas’.

 Ao longo do tempo a ideia de que as garotas deveriam ter mais peso para poderem mostrar fartura e saúde, foram ficando gradativamente no passado. Mas com o avanço dos meios de comunicação isso foi ficando cada vez mais evidente. A mídia ao longo do tempo foi criando o tipo de corpo ideal e com isso foi ''fabricando'' artistas como a modelo Kate Moss, que é bastante conhecida pelo seu corpo magérrimo, para pregar essa concepção de que quanto mais magra você for mais bonita você é. E isso acabou gerando uma grande pressão para que as mulheres tenham este corpo perfeito que a mídia tanto prega, o que fez começar dois grandes problemas: Anorexia e bulimia. Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Transtornos Alimentares diz que 20% dos casos de anorexia terminam em morte, e até 50% dos pacientes anoréxicos desenvolvem sintomas bulímicos.

O padrão estético de beleza atual, perseguido pelas mulheres, é representado imageticamente pelas modelos esquálidas das passarelas e páginas de revistas segmentadas, por vezes longe de representar saúde, mas que sugerem satisfação e realização pessoal e, principalmente, aludem à eterna juventude (BOHM, 2004, p.19).

A mídia influência tanto os padrões de beleza que mudou até os padrões dos brinquedos para crianças. O que antes eram bonecas de bebês gordinhas e pequenas, começaram então a seguir a linha de bonecas jovens e magras, e bonecos jovens, magros e musculosos. A boneca Barbie e o boneco Ken são um exemplo deste corpo ideal que a mídia tanto propaga. 
A boneca da MATTEL foi criada em 1958 por Jack Ryan que, de acordo com sua amante, era obcecado por pernas longas, cintura fina e seios fartos e resolveu criar a Barbie com aspectos da mulher que ele considerava ideal. Não é comum ouvirmos histórias de pessoas fazendo mil e uma cirurgias para ficarem parecidos com um dos bonecos, por isso o artista e pesquisador Nickolay Lamm foi atrás de descobrir como ficaria o corpo da boneca, considerada perfeita por muitos, com proporções de uma pessoa comum. Se ela fosse real teria proporções absurdas de 1 metro e 68 cm de altura, 73,6 cm de quadril, 50,8 de cintura e 68,5 de busto. A ideia de Lamm é mostrar que é possível criar uma boneca com proporções de uma pessoa saudável sem sair da realidade das pessoas.

“As pessoas argumentam que um brinquedo não pode fazer
nenhum mal. No entanto, se nós criticamos modelos muito magras, devemos pelo
menos estar abertos à possibilidade de que a Barbie pode influenciar
negativamente as meninas também. Além disso, a Barbie com proporções realistas
realmente ficou muito bem nas fotos que produzi. Se há uma pequena chance de a
Barbie influenciar negativamente as meninas e se a boneca com padrões reais
ficou tão bonita, o que impede a Mattel de fazer uma assim?” questiona Nickolay Lamm

 Mas depois de tanto tempo a história dos padrões de beleza começou a mudar um pouco. O que é considerado corpo ideal para as pessoas continua sendo  a magreza, mas agora é uma magreza com curvas, o que muitos chamam de ‘magreza saudável’. Três artistas muito conhecidas por pregar e mudar estes padrões foram: A modelo Gisele Bündchen, a cantora Demi Lovato e principalmente a socialite Kim Kardashian. 
Kim é o grande exemplo para podermos observar como a mídia influência nossas escolhas, pois logo após ela ter ganho seu próprio reality show em um dos canais mais assistidos dos Estados Unidos, há oito anos, que as coisas começaram a mudar ainda mais. Estas mudanças nos padrões foram tão perceptíveis que já criaram até bonecas com proporções mais diferenciadas como a linha de bonecas Monster High.
 Mas apesar das grandes mudanças nos padrões de beleza que a mídia nos empurra, ainda muito tem que ser mudado, pois estes corpos ideais só vão começar a ficar no passado quando cada um ficar realmente agradecido e bem ao exibir seu corpo do jeito que ele é, o que já tem sido feito por muitas blogueiras e jovens artistas. O que nos resta é lutar contra estes ideais e pregar para que o verdadeiro padrão de beleza seja ser feliz do jeito que se é.

Aprenda diariamente a ter um caso de amor com a pessoa bela que você é, desenvolva um romance com a sua própria história. Não se compare a ninguém, pois cada um de nós é um personagem único no teatro da vida 
(CURY, 2005, p.1).


Por: Darah Gomes